domingo, 3 de junho de 2012

Isso é para você aprender....

Uma vez moleque, sempre moleque! Essa é a vida. Eu tinha que saber isso, mas não pensei que fosse ser assim, dessa forma - talvez a mais cruel para a atual circunstância - que eu fosse aprender.
Você acredita em lei da reciprocidade?! Eu acredito! Mas acho que não devemos esperar isso de ninguém. Se voltar pra você é lucro. Mas existem coisas que são inexplicáveis, intrínsecas, autoexplicativas e simples. Mas isso tudo é bem complexo.
Uma pessoa te pede algo, você  prontamente ajuda. Tempos depois você precisa de ajuda e a primeira pessoa que você pensa é ela. Não por você ter ajudado, mas por todo tempo de relacionamento, cumplicidade e companheirismo. Essa pessoa não te responde, não te atende. Nada! Esta pessoa te ignora. Não pode ajudar?  Fala. Tá pouco se ferrando? Fala. Quer ajudar mas não tem como? FALA, PORRA! Eu não sou idiota, muito menos moleque. Diferente de algumas pessoas....
Se a ajuda era para um dia, não adianta nada você ajudar depois. Já passou, já era. Mas de tudo, o que importa é que a ajuda em si não importava. Aliás, importava pra caramba. Mas o que mais me importou neste caso foi o silêncio.
Aprende, Elisa, você tá no barco sozinha! E agora sou apenas eu contra eu mesma. Mais do que nunca.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Santa Segunda

Acordar hoje foi um pouco complicado. Dormir ontem nem se fala... Depois de passar o dia literalmente hibernando, sem querer saber de nada. Esperando para que o dia passasse logo e chegasse segunda-feira para trabalhar (sim! Só posso estar ficando louca com esse pensamento... rsrs), tudo o que eu menos queria era discutir e me decepcionar...

Queria que o meu domingo - o dia que seria e não foi - fosse tranquilo e passasse o mais rápido possível. Mas no final fui dormir com dor de cabeça, no corpo, o travesseiro molhado e o coração mais partido ainda.

Acordar hoje foi praticamente uma luta. Acordei na hora que deveria chegar no trabalho. Isso não é coisa minha. Mas tá complicado acordar. Meu olho era grudado, via tudo embasado e a cabeça, o corpo e o coração ainda doendo.

Cheguei no trabalho e a primeira coisa que notaram: os olhos inchados. "Elisa, acho que você tá precisando dormir..."; Elisa, tá tudo bem?! Seu olho tá tão inchadinho parece que tá com alguma alergia..."; "Nossa, o que houve? Nunca vi seu olho assim. Seu rosto tá inchado...". Ok! Obrigada galera pela preocupação, mas vi que tava realmente num estado que não queria. Resultado: maquiagem e sorriso. Mesmo assim não deram muito certo. Até chegar no trabalho o óculos escuros (que por sinal ele me deu) salvaram, mas depois....

Se nem a maquiagem e o sorriso disfarçavam o jeito era mergulhar no trabalho, tentar esquecer e tentar deixar tudo melhor. Não é que tenha melhorado, mas aliviou. O coração ainda dói, o cansaço e os olhos ainda não são os mesmos, mas com o tempo voltam ao normal.

Mas santa segunda-feira que me fez sair de casa e vir trabalhar. Só eu mesmo para pensar isso... Só você para me fazer pensar dessa maneira... rs

Quem sabe amanhã a pergunta não seja outra. "Nossa! O que você fez?! Está tão bonita e radiante!". Quando isso acontecer e eu sentir que é pra valer pode ter certeza: a Elisa voltou...

Por enquanto, me deixo em stand by, recolhida e fechada para balanço...

domingo, 27 de maio de 2012

Seria hoje...

Hoje seria. Seria o dia. Exatamente às 03h34min. Lembro-me como se tivesse acabado de acontecer aquele momento... Lindo, perfeito.... Me sentia completa, feliz, radiante, algo que nunca pensei que fosse sentir... Isso faz três anos, mas quando alguém especial chega na sua vida você guarda cada momento em um lugar especial da memória... Aquele lugar que sempre que você lembra faz você dar um sorriso involuntário, lembrando de todas as sensações e olhares, toques, beijos, palavras, silêncios, sorrisos... Era uma compreensão, um sentimento que ia muito além de um gostar. Era um amar que ia além do amar... Era o sonho.

Ele transformou. Eu transformei. Eu me doei intensamente durante três anos de corpo e alma. Queria ser melhor para ele. Queria que ele fosse cada vez melhor para ele mesmo. Que ele conquistasse o mundo. Acho que isso consegui aos poucos.

Mas nem tudo são flores. As pessoas não são perfeitas. Eu tô longe de ser perfeita. Mas quando se está  junto a gente entra no barco, equilibra as qualidades, diminui os defeitos e rema junto. O negócio é quando você acha que a outra pessoa está remando com você e na verdade não está. E, então, você acaba remando em círculos e chega sempre naquele mesmo ponto. O que acontece? Você (neste caso, a pessoa  que me refiro sou eu...) se sente mal, para baixo. Na verdade, você luta por algo que não sabe o que e esquece de você mesmo. Deixa seus sonhos de lado por um motivo muito maior: tentar fazer  a pessoa voltar a remar, mas sem saber por onde começar. Todo relacionamento precisa de conversa. Não adianta você falar e a outra dar dicas. Dicas não funcionam! Temos que ser sinceros. Falar diretamente. Ser leal. Cúmplice. Ter respeito. Fidelidade é consequência.

Chega uma hora que você cansa de lutar. Você perde forças. E aceitar isso foi a decisão mais corajosa que fiz. Corajosa porque ainda amo. Corajosa porque sinto falta. corajosa porque gostaria que fosse diferente. Corajosa porque esperava algo diferente. Corajosa porque foi o momento que desconstruí todos os meus sonhos e planos. Sim, agora estou tentando descobrir o que quero para mim, quais são os meus planos para o futuro. Até então ele fazia parte... É ruim. Dói. Dói muito. Me afundo no trabalho para ver se passa mais rápido. Quando saio coloco o salto alto, faço uma maquiagem e o sorriso no rosto para me convencer que estou bem. Para mostrar aos outros que sou forte e estou bem. não quero que ninguém me veja como a coitadinha, nem que tenham pena de mim. tocar no assunto é para poucos. Chorar? Apenas meu travesseiro, meu quarto e os que me conhecem muito bem e confio.

Hoje eu sei que estou num barco sozinha. Que não existe uma pessoa remando comigo. Então, eu sei que eu tenho que direcionar para onde quero levar este barco. Eu tenho que equilibrar o barco, pegar os dois remos e tomar o rumo que eu quiser. Eu sei que agora ele tá furado, mas eu vou consertar, buscar ter esse barco do meu jeito e remar longe.

Agora deixa como está. Deixa curar. O tempo vai passar e eu vou melhorar. Agora quero apenas ficar bem comigo mesma, não ter nada nem ninguém para me colocar para baixo. Quero me cercar de pessoas boas e que me querem e fazem bem. Quero pessoas que sejam balões, alegrias e sorrisos...

Esse desabafo todo é só porque hoje seria. Do verbo que não foi. Do verbo eu gostaria que tivesse sido. Do verbo é assim. Do verbo vai passar.

Seria: do verbo lembro, sinto saudades, choro, sorrio, gostaria que fosse diferente. Do verbo ainda amo.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Eu no bloco do "Eu sozinho", pensando na vida. Pensando em mim. Pensando nele.

Outro dia, em meio a troca de mensagens, telefonemas com uma pessoa muito querida e reflexões sobre a vida, tive uma inspiração - daquelas que não tenho há um tempo - e resolvi escrever sobre o assunto. Essa pessoa falava exatamente sobre o "tal botão" (vocês vão entender melhor no texto), o que me lembrou imediatamente ao filme Click. Seria ótimo termos o controle de algumas situações, mas não é bem assim que as coisas funcionam. Acho que a vida seria meio sem graça com isso. Enfim, deixemos o "blá blá blá" de lado e vamos ao que interessa.
Lá vai... Espero que gostem (mesmo que pareça clichê)! ;)


Não existe um botão escrito "Reestart" na vida. Portanto, viva cada momento como se fosse o último. 
Gargalhe até perder o fôlego e a barriga doer. 
Cuide de quem gosta de você. 
Valorize quem está sempre ao seu lado. 
Curta os mais simples momentos. 
Não esqueça os velhos e bons.
Faça por onde.
Ajude alguém que precisa. Com certeza você se sentirá melhor.
Tire um tempo para você.
Seja paciente.
Compreenda o outro. Mas antes, se conheça bem e saiba os seus pontos fracos e fortes.
Não julgue levianamente. Melhor: não julgue! Cada um tem uma forma de viver e pensar.
Crie laços.
Faça história. Mas não esqueça quem é o protagonista.
Viaje.
Conheça.
Aprenda com cada suspiro.
Busque aprender muito.
Busque ser melhor para você mesmo. Só assim será para os que estão a sua volta.
Cante. Cante bem alto!
Dance. Mesmo que sozinho, escutando a música mais brega dentro do seu quarto.
Ouça boa música.
Leia bons livros.
Escute boas histórias.
Conte piadas.
Saiba a realidade que está ao seu redor no mundo. A vida é muito mais que seu próprio umbigo.
Aprenda com os mais velhos.
Aprenda com as criança.
Abra o seu olhar para o mundo.
Conheça um orfanato. E ajude.
Conheça um asilo. E ajude.
Conheça uma realidade diferente da sua e aprenda com ela.
Não deixe que o mundo te deixe uma pessoa dura e fria.
Preserve sua essência!
Grite se tiver vontade.
Brigue por uma boa causa.
Nunca esqueça de pedir desculpas.
Perdoe.
Tome a iniciativa.
Aja com o coração. Mas não seja impulsivo.
Pense antes de criticar. Pense antes de falar e agir. Mas não seja calculista.
Não seja leviano.
Não espere demais dos outros.
Faça por você. Se tiver algo em troca, ótimo. Se não tiver, você sabe o que fez.
Assuma seus erros.
Seja honesto.
Seja leal.
Seja amigo.
Seja companheiro.
Não sofra por antecipação.
Conte as gargalhadas que deu no dia ou os momentos que te fizeram uma pessoa melhor.
Não conte calorias. Mas cuide da sua saúde.
Nunca se esqueça que os seus melhores e mais antigos amigos são os que te viram crescer.
Sua família é sua essência, sua estrutura e seu amor mais profundo. Cultive e cuide. Porque será ela quem estará com você nos momentos mais difíceis e nos mais alegres.
Ame.
Ame muito.
Ame a si próprio.
A vida não possui rascunho, botões de pause, reestart, fastfoward. Não existe borracha para apagar os momentos ruins ou os erros.
A vida é uma só.
Cuide. Se cuide.
Faça valer a pena!