domingo, 18 de setembro de 2011

2 anos, 3 meses, 21 dias e a primeira vez

Sempre dizem que tudo tem a primeira vez. O primeiro beijo. O primeiro sutiã. O primeiro amor. A primeira transa. A primeira decepção. O primeiro trabalho. A primeira briga. A primeira vitória. Enfim... poderia listar milhares de primeiras coisas da nossa vida... Mas a de hoje... Uau! (só tenho essa expressão para definir)

Em 2 anos, 3 meses e 21 dias de namoro - ou como dizem os tais status de relacionamento, que mais parecem rótulos do facebook,  estou há esse tanto de tempo em um relacionamento sério -, eu me pego pela primeira vez em uma situação bastante diferente: a separação. Não aquela conhecida por todos. Não terminamos e isso me deixa muito feliz!

Desde segunda-feira, dia 12, me pego em algumas situações inesperadas. Pensei que fosse tirar de letra, mas essa letra não é bem assim... Situações que, para mim, já eram corriqueiras, se tornaram estranhas, vazias.... Sensação de sempre faltar alguma coisa no dia, ou melhor, no coração...

Ok! Eu sei que ele volta! E isso eu comemoro a todo momento, a cada dia que nasce aqui nessa cidade maravilhosa. Ter a certeza de que ele irá voltar me conforta. Saber que não posso falar com ele a qualquer momento? É péssimo. Ter essa experiência, pior ainda. Acordar de manhã e ligar para o seu amor para que ele não perca a hora do trabalho, ou ele te ligar e você já acordar o dia bem, ouvindo a voz de quem se ama é maravilhoso. Planejar o nosso fim de semana, ou planejar e não sair nada daquilo que planejamos, é algo ue se tornou fundamental. Digamos que quase a minha essência. Uma parte de mim. Planejar o futuro, o dia, o sonho, o tudo, o nada... Sonhar junto - mesmo que separados por alguns quarteirões -, conversar até altas horas, ligar e não falar nada - apenas saber se está tudo bem-, estar longe e mesmo assim muito perto...

Momentos tão pequenos e tão únicos tornam o nosso relacionamento mais profundo, único... Nossa cumplicidade é tamanha que não me sinto apenas namorada (e espero que as namoradas e namorados não se sintam apenas como tais, porque se se sentirem é melhor reverem seus conceitos de relacionamento...), me sinto amiga, cúmplice, amante, amada...

Ah... Esses momentos... São eles que fazem me sentir vazia, que fazem ver como faz falta o seu olhar, o seu sorriso, o seu carinho, o seu amor... Viver sem ele? Claro que sei! Como qualquer outra pessoa deveria saber. Minha felicidade não pode depender de ninguém além de mim. Não podemos ser reféns de outros... Mas do meu sentimento? Bom, aí já são outros quinhentos...

Essa semana tive muitas experiências que posso dizer que seriam a minha tal "primeira vez" nesse assunto.O primeiro dia foi marcante em muitos sentidos. Era realmente a primeira vez em que me vi querendo ligar e não podia (entre muitas outras). Durante a semana em si acho que consegui me sair bem, afinal, trabalho, gravações e muitas coisas ocuparam a minha cabeça e por alguns momentos tiraram o foco da saudade que sinto... Uma outra fuga foi ser marida da minha irmã. Chegava em casa e não tinha com quem falar, ligar - até tinha muitas pessoas que poderia ligar, mas A pessoa eu não tinha -,me faziam ligar para ela e saber se estava chegando para fazer um jantarzinho para nós (inclusive percebo que estou aprimorando meus dotes culinários!!!)

Sexta-feira - que é o nosso "grande dia" - foi como se eu não tivesse literalmente o que fazer. Depois de um dia intenso de gravação e um cansaço de andar pela rua como se o mundo estivesse mais lento (e não o meu cérebro, claro!)  meu destino era chegar em casa e dormir afinal, o que faria eu sem ele numa sexta cansada? Nada. Dormir. Com ele, com certeza, teríamos algo para fazer mesmo caindo aos pedaços. Dá vontade de fazer e acontecer. Mas meus amigos que não são bobos mudaram meu destino.

E sábado? Nossa... aquele dia que é "só nosso" foi de doer. Acordar e não ter ninguém ao meu lado, almoçar e não ter a companhia de sempre foi nitidamente pungente... Resultado? Dormi até e tirei o dia para jogar fora tudo que não presta do meu quarto e arrumar as coisas.

Não ter notícias a qualquer hora; saber que o que eu chamava de longe é nada perto de agora; dormir toda noite sem poder dar boa noite; não escutar a voz; não olhar nos olhos verdes e lindos; não poder abraçar; ter notícias em alguns escassos momentos, não conseguir falar a hora que bem entende.... Isso não é sentimento de uma pessoa carente de pessoas, pode ter certeza! Tenho amigos, e muitos, que se preocupam comigo, me fazem rir o tempo todo e aliviam esse aperto no peito que sinto... Esse é o sentimento de uma pessoa que teve a primeira semana longe de quem se ama e conta os dias pela sua volta.

E nesses 2 anos, 3 meses e 21 dias, essa foi a minha primeira vez.... Minha primeira semana longe (de verdade) de você... Espero que a próxima seja melhor... Vou tirar de letra (assim espero rsrs) Contando os segundos para te reencontrar, abraçar, beijar e sentir o seu cheiro, calor, carinho e amor... A próxima, com certeza, será melhor! Uma coisa é fato: os dias brincaram de esconde-esconde e se fizeram mais longos....


O que alivia minha saudade e vazio no peito é saber que tudo isso tem prazo. E isso eu comemoro!!! 

Estou me conhecendo melhor e, principalmente, conhecendo esse sentimento que grita no meu peito. Agora, dou mais valor ainda aos nossos momentos...


"Luck I'm in love with my bestfriend..."

Countdown and loving every minute more and more...

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